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Computador e Eu - 2

Continuando do post anterior. (Computador e Eu - 1)

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Fonte: sean.kr/s.php?k=zLkx5y

Lembro-me do jogo em que eu e meu amigo dedicámos quase todo o nosso esforço e tempo com paixão. Sozinho na escuridão. (sean.kr/s.php?k=Flu767) Eu e o meu amigo executámos e jogámos este jogo após inúmeras tentativas, como se fosse toda a minha vida. Era um jogo 3D inovador para a época. Agora pode parecer incrivelmente tosco, mas na época era incrível que isso fosse possível com um computador. Um personagem tridimensional! Meu Deus!

Nem o meu amigo nem eu sabíamos o que era o conceito de dimensão. No entanto, ser capaz de mover um personagem tridimensional com um dispositivo de entrada de PC era uma coisa incrível. Para reformular, era 1993, então o que as pessoas pensavam sobre dimensões naquela época? Hoje em dia, é fácil aceder a uma abundância de informações, pelo que o senso comum sobre várias dimensões é geralmente reconhecido, mas naquela época - pelo menos na Coreia - o objetivo importante era viver uma vida normal num emprego onde se pudesse trabalhar para o resto da vida sem grandes reviravoltas. Numa sociedade assim, ter ideias novas e incomuns traria resultados muito, muito bons ou seria inútil, uma ou outra. Mas, 3D! Meu Deus... Eu e o meu amigo estávamos loucamente concentrados no jogo com um monitor, como se fôssemos perfurá-lo e entrar nele.

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Fonte: sean.kr/s.php?k=XIVTHy

E SimCity. Ah... SimCity 2000... (sean.kr/s.php?k=vcVpP5) Como é que um jogo como este pode existir no mundo? Essa foi a minha impressão na época. Ser capaz de construir e gerir uma cidade...

Foi em 1993 que eu e o meu amigo jogámos os dois jogos que mencionei acima. Não estava em coreano e até executar o jogo era complicado. Não havia ninguém para nos ensinar e, se o meu amigo não fosse filho de uma família rica, eu nunca teria experimentado um computador que pudesse executar o jogo.

Contar estas histórias faz parecer que eu e o meu amigo aprendemos a usar computadores sozinhos sem ninguém para nos ensinar, mas não é verdade. Há uma anedota. Foi pouco depois de um computador ter sido instalado na casa do meu amigo. Um dia, depois de ligar o computador e comer fruta e bebidas que a mãe do meu amigo tinha preparado, voltei e vi pontos estranhos no ecrã do computador a espalharem-se do centro para o exterior repetidamente. Agora sei o que isso representa, mas na época o meu amigo e eu nem sabíamos o que isso representava. Mesmo premindo várias teclas no teclado, o ecrã não mudava. Depois de pensar sobre o que tinha acontecido durante mais de 30 minutos, premimos a tecla ESC e apareceu uma janela MS-DOS. O que era isto? Sim. Era um protetor de ecrã. Estávamos nesse nível. (E a cena exibida pelo protetor de ecrã era uma expressão de viajar pelo universo à velocidade da luz.)

Naquela época, fazer algo com um computador era em si mesmo transformar a imaginação em realidade. Eu e o meu amigo tentámos várias coisas além de jogos. O simples facto de escrever vários códigos e ter resultados estranhos expressos no computador foi uma experiência incrível. Coisas completas, coisas bem feitas, isso não era um problema para nós. Era incrível ter uma nova experiência cada vez que ligávamos o computador e fazíamos algo.

Continua no próximo post.

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